
DST
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Severino Rodrigues de Figueiredo
"As doenças sexualmente transmissíveis(DST) ocupam um lugar de destaque entre as doenças que acometem a população sexualmente ativa, e os meios de contaminação e propagação atingem até os que não iniciaram a vida sexual, pagam por este tributo com é o casos dos recém-nascidos que são acometidos intra útero, ou no momento do parto por via baixa. Também é uma das indicações de parto cesáreo quando o canal do parto e a vulva estão acometidos. Fatores como meios de comunicação: turismo sexual, facilidade de locomoção, condutas morais, promiscuidade sexual, fantasias sexuais, aumentam a incidência das DSTs, relação com múltiplos parceiros, o não uso de preservativos, etc.
As doenças sexualmente transmissíveis podem acarretar na mulher, os casos de abortamento, infertilidade, partos prematuros, infecções intraútero, cervicite, crescimento intra-uterino retardado, gravidez ectópica e morte do feto. O tratamento se torna complicado principalmente se a mulher estiver em período gestacional.
SÍFILISTransmitida pelo Treponema pallidum (espiroqueta) através de contato sexual. A forma de transmissão não sexual é rara e se da através de contatos acidentais. Tem um período de incubação de 1 a 3 semanas.
Classifica-se em primária, secundária e terciária, de acordo com o período de evolução clínica.
O diagnóstico pode ser clínico, complementado pelo laboratório. Clinicamente aparecimento de um cancro indolor na região perianal e genital, indolor que desaparece após uns 8 dias. O contágio extragenital encontrado nos lábios (lesões).
O exame laboratorial: VDRL e FTA-ABS (imunofluorescencia)
O FTA-ABS é importante para confirmação e não para acompanhamento. Tratamento a base de Penicilina ou Eritromicina para as pessoas que apresentam reações alérgicas a penicilina. A recomendação é que as gestantes tratadas devem fazer acompanhamento para controle de cura.
O filho de uma mãe com sífilis, pode apresentar cegueira, retardo mental etc.
Sinonímia: blenorragia, gota matinal
Doença sexualmente transmissível, pelo diplococo gram-negativo, Neisseria gonorrhoeae. A incidências da gonorréia no mundo é estimada em 60 milhões de casos/ano. E nos países do terceiro mundo está entre as cinco primeira causas de procura nos serviços de saúde, segundo a OMS (Ison et. al,1998 Brasil Ministerio da Saúde 1997). Tem um período de incubação que varia de 2 a 5 dias.
Tem maior incidência dos 15 aos 40 anos. A transmissão ocorre por contato sexual anal, vaginal, oral
Na mulher se manifesta com um corrimento de aspecto leitoso e manifestações de disúria, geralmente confundido com infecção urinária Muitas vezes oligoassintomático (70% assintomáticas).
A endocervix é o local preferido da infecção, levando a paciente a um quadro de dispaurenia.
Laboratorio: secreção uretral, exames de cultivo método Thayer-Martim modificado.
Quando a mulher não trata a gonorréia a infecção atinge as trompas ovários, leva a infertilidade, obstrução das trompas as doenças inflamatória pélvica.
O tratamento é a base de antibióticos.
sinominia: moniliase, Agente etiologico: Candida Albicans(fungo)
Quadro clínico: corrimento branco, de aspecto leitoso, prurido vaginal intenso,disúria. Faz parte da flora vaginal(saprofita).Quando há um desequlibrio da flora vaginal se exarceba, dando a sintomatologia
Meios de trasmissão: contato sexual, ou secreções da boca, pele e dejetos de portadores ou doentes.
Fatores predisponentes para aparecimento de candidiase:
gravidez
antibioticos
imunosupressores
diabetes
vestimentes apertadas, tecidos sintéticos, substancias irritativas etc.
Conduta: citologia vaginal para avaliação. Recomenda-se o tratamento do casal.
Agente etiológico:Trichomonas vaginalis
Doença sexualmente trasmissivel, pelo Trichomonas vaginalis.(protozoário) sintomas clínicos: corrimento esverdeado de odor fétido+ prudido vaginal, disúria e dispaurenia. A sintomatologia tende a piorar apos a relação sexual e apos a menstruação
Diagnostico: pela sintomatologia clinica, acima relacionada e complementação citologia vaginal.
Tratamento: a base de metronidazol tinidazol, secnidazol. Deve ser tratado o parceiro sexual para evitar recidivas. O metronidazol interfere com o álcool. Dai deve ser evitado, durante o tratamento.
Na mulher tratamento oral e creme vaginal.
Abstinência sexual.
Recomenda-se não usar a medicação nos 3 primeiros meses de gravidez. É discutível sua transmissão por contato não sexual.
Também denominado verugas genitais,vulgarmente conhecido como ¨crista de galo¨.
Infecção trasmitida pelo virus HPV. Os virus HPV existem mais de 70 especies. Onde encontramos os de Baixa oncogenicidade e os de alta oncogenidade.
Os de alta oncogenidade estão relacionados com o cancer de colo de útero. São lesões que dependendo da imunidade da pessoa atingidade eles atingem grandes proporções semelhante a um couve-flor.
É por demais importante o exame através da colposcopia para detectar as lesões subclínicas.
A transmissão se da por contato sexual, oral, e anal.
Provocado pelo Herpesvirus hominis tipo 2. São lesões vesiculares agrupadas em forma de bolhas, de aspecto avermelhado com dor local, as vezes febre. que aparecem na região genital.
CLAMÍDIATambém é denominada uretrite não gonocócica.
Tem como agente etiólogico a Chlamidia trachomatis.
A paciente apresenta um corrimento vaginal com aspecto purulento e ardor vaginal.
Não tratada pode evoluir para Bartholinite, DIP e infertilidade.
Agente etiólogico: Gardnerella vaginalis.
A paciente apresenta um corrimento de odor de peixe, ou fétido
Com aspecto cremoso ou acinzentado. Mais exacerbado no período pós-menstrual e depois da relação sexual.
O dagnóstico laboratorial: presença de clue-cell no esfregaço vaginal.
Teste das aminas positivo: quando se coloca KOH a 10%.
Tratamento: a critério do profissional.
Bibliografia:
Manual de DST- Ministério da Saúde
Obstetrícia - Delosmar Mendonça-3 Edição.
Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis vol.12/2000
DST de Paulo Naud - Artes Médicas 1993)